MAR DE MORROS

domingo, 27 de fevereiro de 2011

RE...E...LUZ [Anibal Werneck & Celso Lourenço]

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RE...E...LUZ...  (Anibal Werneck - Celso Lourenço) Não! / Que a Terra não / Ouse sua luz reter. / Não! / Que a ausência não / Possa a falta adicionar. / Fração iluminada, / Razão divorciada. / Fração iluminada, / Razão divorciada. / Mas, a crescente cor, sim / A Estrela-Mor... agora / No céu re...e...luz, / Re...e...luz, re...e...luz, re...e...luz, re...e...luz... 

Voz & Violão, Anibal Werneck.
Guitarra & Bateria Eletrônica, Celso Lourenço.
Gravação de 1988.
Registro 62.896, Livro 18, Folha 058, UFRJ, 20/11/1990.


MÚSICA & LETRA

as duas não podem ficar separadas, são irmãs íntimas, em toda a minha vida nunca as separei, se uma está, a outra também, é o ofício ao qual me dedico de corpo e alma, não me importando se vai ser sucesso ou não, se vai sair na televisão, no rádio ou na internet, pra mim o mais importante é ajuntar as duas, e depois, cantá-las ao som de um instrumento, segundo schopenhauer, a música é a arte mais próxima de deus, lembrando-nos o coral dos anjos, acredito também ser uma linguagem universal, quando ouvimos uma música dos beatles, sentimos a mesma sensação de quem a está ouvindo do outro lado do planeta, e, como não estamos sozinhos neste universo, certamente, nosso encontro com os alienígenas será através da música, cada frase musical será uma mensagem, nietzsche vai mais longe quando diz, a música nos fala mais na alma do que as palavras, ela nos faz sentir coisas indizíveis, concordo plenamente, mas continuo na tecla de que letra & música é um verdadeiro casamento, como sempre proferia o poeta vinicius de moraes, as duas formam a canção, eu, por exemplo, fiz muitas a respeito de minha terra natal, ou seja, recreio, mg, a autenticidade é outra coisa muito importante na obra do compositor, conforme dizia a saudosa mercedes sosa, quando canto a minha aldeia estou cantando o meu país, a argentina.
que a nossa música chegue até às estrelas como mensagem de paz a todos os seres deste imenso universo.

anibal werneck de freitas.


sábado, 26 de fevereiro de 2011

ME INSPIRO

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ME INSPIRO (Anibal Werneck de Freitas) Me inspiro na ação deste emaranhado / Tem que sair! / Um apanhado violão / Solte pra mim / Eu imploro! /Como escravo, uma canção / Rascunho na vida / Uma emoção, / Versos sem cor. / Apenas uma única vontade / De mostrar a minha dor. / Minha dor... / Minha dor ...

Voz & Violão, Anibal Werneck.
Gravação, 1987.
Registro, 59.757, fls. 192, livro 16, UFRJ, 03/07/1990. 

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

NO CAFÉ DO STO. ANTÓIN

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NO CAFÉ DO STO. ANTÓIN (Zé Guimarães & Celso Lourenço) No Café do Sto. Antóin / Tem cachaça de barril / Tem torresmo e farofa / Pão moiado e tem pernil. / Porque lá não tem café / No Café do Sto. Antóin / Porque lá não tem café / No Café do Sto. Antóin / (O quê tem lá, então?) / Tem cigarro Mexicano / Pé inchado e pé de porco / Vinho Vênus, Catuaba / Tem Martini e Cortezano. / Porque lá não tem café / No Café do Sto. Antóin / Porque lá não tem café / No Café do Sto. Antóin / (O quê tem lá, então?) / No Café do Sto. Antóin / Nunca falta o que pedir / Só não vá pedir café/ No Café do Sto. Antóin. / Porque lá não tem café / No Café do Sto. Antóin / Porque lá não tem café / No Café do Sto. Antóin / (O quê tem lá, então?) 

O pai do Aníbal, o Sr. Antonio Hygino, gostava muito desta música que foi feita na ocasião dos seus 90 anos em 2005, gostava tanto que ela serviu de fundo musical no convite do seu enterro. Agora em homenagem póstuma, está inserida neste blog, pelo  seu passamento com 95 anos de idade. No vídeo, Antonio Hygino e a esposa Wanda Ferraz.
 

FOI-SE NA FOICE

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FOI-SE NA FOICE  (Anibal Werneck de Freitas) Terra molhada Cheiro de chuva... / Olha a banana e a verdura! / Água na calha, Gosto de barro... / Olha a laranja e o quiabo! / De porta em porta, / De troco em troco, / De sorriso aberto / De cobrir o rosto. /  Ganhou o dia / Pra perder a noite, / A vida e a folia / No corte da foice. / Foi-se na foice... 

Registro 48.896, Livro 15, UFRJ, 20/02/1989.
Voz e Violão, Anibal Werneck.
Violão Solo, Celso Lourenço.
Gravação de 1985.
anibalwerneck@gmail.com

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

DO ÔNIBUS

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DO ÔNIBUS (Anibal Werneck de Freitas) Do ônibus engolindo asfalto / E estrada de chão, / Volto da labuta, / Certo de que a vida / É momento e emoção. / Do ônibus, do ônibus, do ônibus / Eu vejo, eu vejo a pobreza. / Do ônibus, do ônibus, do ônibus / Eu sinto, eu sinto a riqueza. / Do ônibus comendo sinal / De trânsito e travessia, / Venho do trabalho, / Certo de que a alma / É tristeza e alegria. / Do ônibus furando cada janela / E o vidro da frente, / Retorno da luta, / Certo de que o mundo / É o cérebro da gente. / Do ônibus, do ônibus, do ônibus / Eu vejo, eu vejo a pobreza. / Do ônibus, do ônibus, do ônibus / Eu sinto, eu sinto a riqueza.
Registro 50.325, Livro 15, UFRJ, 26/04/1989.

Voz & Violão, Anibal.
Violão, Celso Lourenço.
anibalwerneck@gmail.com 

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

HÁ SEMPRE ALGUMA COISA

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HÁ SEMPRE ALGUMA COISA (Anibal Werneck - Armindo Torres) Há no azul do céu / De promessa e de mistério / Um eterno véu. / Aqui na Terra sempre fico / Procurando explicação / Pros problemas do espaço / Vou formando opinião. / Há no azul do céu / De promessa e de mistério / Um eterno véu. / Frente a frente a pergunta: / Meu amigo o que é a vida? / Um momento, por favor, / Vou tentando uma saída. / Há no azul do céu / De promessa e de mistério / Um eterno véu. / Numa busca incessante, / Pesquisando ativamente. / Pensamento no futuro / Me entrego inteiramente. / Há no azul do céu / De promessa e de mistério / Um eterno véu. / “E o nada o que é que é?” / Raciocino qual raposa, / Nada mesmo não existe / Pois há sempre alguma coisa. / Há no azul do céu / De promessa e de mistério / Um eterno véu.


O nada não existe, ou seja, sempre existe alguma coisa, alguma coisa que evolui e se transforma no mundo em que vivemos, até porque é inadmissível o nada existir, é uma situação contraditória, é o mesmo que se eu dissesse ser possível fazer um círculo quadrado. Mas o religioso chega e diz, Deus fez o mundo do nada e você tem que acreditar nisso através da fé. Respeito quem acredita assim, no entanto, neste caso, eu pergunto se é certo omitir a razão, que é uma coisa coerente com a verdade, algo útil ao meu ser no meu dia a dia e necessário para a minha sobrevivência para acreditar em coisas que agridem o nosso bom senso. Fé pra mim é uma maneira que as religiões encontraram pra justificar a credibilidade das fantasias que cada uma prega ao seu bel prazer, cada uma fala uma coisa se esquecendo de que a verdade só tem uma cara. Por isso eu afirmo categoricamente de que o nada não existe porque há sempre alguma coisa.

 Voz e Teclado, Anibal Werneck.
CD, NÓS / TREM NOTURNO, 1996.

MEU FILHO

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MEU FILHO (Anibal Werneck de Freitas) Você é tudo quando vem / De bracinhos pra mim. / Enchendo-me de encantos, / Fazendo-me cantar assim. / Suas mãozinhas me lembram / As nuvenzinhas daqueles anjinhos / Ao encostar no meu rosto / Fazendo-me sonhar baixinho. / Mas quando te pego nos braços / O peso do seu brilho nos olhos / Me traz a realidade / De ter um filho.

Voz e Violão, Anibal Werneck de Freitas
Violão Solo, Celso lourenço
Gravação de 1987
Registro 59.763, fl. 192, l. 16, UFRJ, 03/07/1990  

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

CHEIRO DE HORTELÃ

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CHEIRO DE HORTELà (Anibal Werneck - Celso Lourenço) Gosto de você assim de mansinho, / Breve cheiro de hortelã. / Lua, vaga claridade. / Me atrai feito ímã. / Vamos tirar a folha do nu. / E buscar no nu eu e tu. / Eu por nu, nu por tu, / Rola no meu tu e eu.

Voz e Teclado, Anibal Werneck.