MAR DE MORROS

domingo, 29 de abril de 2012

SOMBUQUE 29, DUAS LUAS, ANIBAL, 1989



1989, esta coleção só tem composições de minha autoria, os parceiros ficaram para a próxima.  Na capa, os dois lados da Lua, ou seja, DUAS LUAS. Neste álbum musical tem uma homenagem ao Luiz Gonzaga, que nos deixou na sexta-feira de 18 de agosto de 1989. Confesso que foi ele que me despertou para a composição musical através da sua famosa, Asa Branca. Também faço uma homenagem aos meus parceiros: Armindo Torres, Zé Guimarães, A de Antônio, Celso Lourenço e Pedro Dorigo em, Deflorando o Tempo (1).

 

As canções:

272 – VERDE DA MATA (Anibal Werneck de Freitas)

273 – DUAS LUAS (Anibal Werneck de Freitas)

274 – FLUMINEIROS (Anibal Werneck de Freitas)

275 – VELHO LUA (Anibal Werneck de Freitas)

276 – DEFLORANDO O TEMPO (1) (Anibal Werneck de Freitas)

277 – DEFLORANDO O TEMPO (2) (Anibal Werneck de Freitas)

 

DUAS LUAS (Anibal Werneck de Freitas) Sempre me pergunto / Onde me encontro / E eu fico tonto, / E eu fico tonto / - São as Duas Luas, / - São as Duas Luas. / Sempre me perco / Em tal situação. / E eu fico down, / E eu fico down. / - São as Duas Luas, / - São as Duas Luas. / Duas Luas, Duas Luas, / Uma se mostra, / A outra se esconde. / Uma dá a sua banda / Enquanto que a outra se debanda. / Duas Luas, Duas Luas, / Suas duas, suas duas / Faces que arrebentam, / Bandas que acorrentam / O outro lado do meu pecado, / São as Duas Luas, Duas Luas... / São as Duas Luas, Duas Luas... / São as Duas Luas, Duas Luas...

Violão & Voz: Anibal Werneck.
Guitarra: Celso Lourenço.
Registro nº 62.904, livro 18. fls, 058, UFRJ, 26/11/1990.

 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

SOMBUQUE 28, TENHO TUDO, ANIBAL, 1988/89



Esta coleção abrange os anos de 1988 e 1989, na capa do álbum musical apenas o desenho de um violão e o título: TENHO TUDO, na concepção do autor, ter um violão é ter tudo, é através dele que brotam as canções. Neste Sombuque aparecem os seguintes parceiros: Celso Lourenço, A de Antônio [meu irmão], Gildo P. de Oliveira e Zé Guimarães. A música CHEIRO DE HORTELÃ sobressaiu porque sua letra é ousada, tanto assim que ela foi gravada pelo grupo SONHO AZUL de Pirapetinga, MG, o grupo tem um estilo sertanejo eletrônico e deu uma roupagem à música, diferente do meu estilo.


As canções:

263 – CANÇÃO DE UM LUGAR (Anibal Werneck de Freitas)
264 – FORA DO SÉRIO (Anibal Werneck de Freitas)
265 – TENHO TUDO (Anibal Werneck de Freitas)
266 – POEMA MORDIDO (Anibal Werneck & Celso Lourenço)
267 – EVASIVA (Anibal Werneck & A de Antônio)
268 – O LIVRO-CEGO (Anibal Werneck & Gildo Pereira)
269 – RADIAÇÃO (Anibal Werneck & Celso Lourenço)
270 – O PLANTADOR (Anibal Werneck & Zé Guimarães)
271 – CHEIRO DE HORTELÃ (Anibal Werneck & Celso Lourenço)


video



Anibal.

sábado, 21 de abril de 2012

SOMBUQUE 27, LATINOS GERAES, ANIBAL WERNECK, 1988





O NOSSO NOSSO (Anibal Werneck de Freitas) Talvez um dia quem sabe? / Algo saia do meu / E exploda forte / Dentro do seu. / E assim fazendo com quê / O meu e o seu / Transformem numa vida / Sem partilha. / E quando isto acontecer / O meu meu deixará de ser meu. / E quando isto acontecer / O seu seu deixará de ser seu. / Resultando apenas / O nosso nosso, nosso nosso, nosso!

 
Um pouco de História

1988, Latinos Geraes, na capa do álbum musical um desenho do autor transformando o mapa do estado de Minas Gerais num bandolim.
Nesta coleção, eu e o Celso Lourenço consolidamos a parceria de vez.
Quero Antroposofar, Latinos Geraes, Re...e...luz e Jequitibá, mostram o amadurecimento da parceria.
O tema do sombuque é Minas Gerais no contexto latino-americano.

Músicas:

256 - O NOSSO NOSSO (Anibal Werneck de Freitas)
257 - QUERO ANTROPOSOFAR (Anibal Werneck & Celso Lourenço)
258 - NASCEREI DE NOVO? (Anibal Werneck de Freitas)
259 - MISTÉRIO (Anibal Werneck de Freitas)
260 - LATINOS GRAES (Anibal Werneck & Celso Lourenço)
261 - RE...E...LUZ (Anibal Werneck & Celso Lourenço)
262 - JEQUITIBÁ (Anibal Werneck & Celso Lourenço)

sexta-feira, 13 de abril de 2012

SOMBUQUE 26, CONCEIÇÃO, ANIBAL, 1987



CONCEIÇÃO (Anibal Werneck de Freitas) Indo pro lado de Conceição / Tem uma figueira com assombração. / Passando por lá a gente vê uma luz / No fundo da capoeira, credo-cruz! / Passando por lá a gente vê uma luz / No fundo da capoeira, credo-cruz! / No cemitério tem a mulher-cobra / Com a sepultura cercada por corrente. / Na igreja, sozinho, o sino dobra / Assustando toda gente. / Na igreja, sozinho, o sino dobra / Assustando toda gente. / Conceição, assombração... / Ontem criança, que emoção! / Conceição, assombração... / Hoje adulto, que recordação! /


1987, Conceição é o nome deste novo álbum musical. Na capa, um desenho da igreja de Conceição da Boa Vista, esboçado pelo autor. Neste álbum, um parceiro novo, o Ricardo Ramon. O Celso Lourenço continua firme e forte e se não fosse ele, a música Conceição não existiria, pois bem, até uma brincadeira com o Zé Dimas [outro parceiro] fizemos em forma de música, AO ZÉ DIMAS, é o nome da composição.
As músicas mais bonitas deste álbum são, TÃO FRACA, O CERAMISTA, MINEIRO-PAU E CONCEIÇÃO.


As músicas deste número,

249 – PROCLAMAÇÃO (Anibal Werneck & RICARDO RAMON)
250 – TÃO FRACA  (Anibal Werneck & CELSO LOURENÇO)
 251 – O CERAMISTA (Anibal Werneck & CELSO LOURENÇO)
252 – AO ZÉ DIMAS (Anibal Werneck & CELSO LOURENÇO)
253 – MiNEIRO-PAU (Anibal Werneck de Freitas)
254 – TANCREDO, O NOME (Anibal Werneck de Freitas)
255 – CONCEIÇÃO (Anibal Werneck de Freitas)

sábado, 7 de abril de 2012

SOMBUQUE 25, ECILA VIII, Anibal, 1986/87


Um pouco de História,

1986/87, álbum musical nº25, na capa, um coração e nele escrito, Ecila VIII, é a oitava música feita para a minha mulher, Alice. Ecila é o seu nome ao contrário, inclusive, tenho uma filha com este nome.
Neste número sobressai a minha parceria com o Celso Lourenço.
Meu Filho é a música que fiz para o, Anibinha.
Fome, foi inspirada num acontecimento triste com o meu pai e ele estava com toda a razão, que não quero contar, ocorrido no tempo d’Os Selenitas.
Nesta coleção, destaco a canção Ecila VIII.

As músicas deste álbum musical,

232 – FOME (Anibal Werneck de Freitas)
233 – DAS CAPITANIAS HEREDITÁRIAS À REFORMA AGRÁRIA (Anibal Werneck de Freitas)
234 – MEU FILHO  (Anibal Werneck de Freitas)
235 – ATÉ QUANDO, AMIGO? (Anibal Werneck de Freitas)
236 – FANTÁSTICO FANTÁSTICO  (Anibal Werneck de Freitas)
237 – ME INSPIRO  (Anibal Werneck de Freitas)
238 – DEIXE... (Anibal Werneck de Freitas)
239 – LAIÁ, LAIÁ  (Anibal Werneck de Freitas)
240 – MINA-MOÇA (Anibal Werneck de Freitas)
241 – ELO MAGNO (Anibal Werneck de Freitas)
242 – CORAÇÕES REVOLUCIONÁRIOS  (Anibal Werneck / Celso Lourenço)
243 – ECILA VIII  (Anibal Werneck de Freitas)
244 – OU ISTO OU AQUILO  (Anibal Werneck / Cecília Meirelles)
245 – É ISSO AÍ! (Anibal Werneck de Freitas)
246 – FALA DE ALMA [2] (Anibal Werneck / Pedro Dorigo)
247 – O DEDO POR DENTRO (Anibal Werneck / Celso Lourenço)
248 – LONGE DO PERTO  (Anibal Werneck / Celso Lourenço)

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ECILA VIII (Anibal Werneck de Freitas) Meu amor é como o rio. / Corre para o mar, / Corre para o mar, / Corre para o mar / Do meu coração. / Meu amor é como o livro / Pronto a ensinar, / Pronto a ensinar, / Pronto a ensinar / Todo o Xangrilá. / Ecila, Ecila, Ecila, Ecila, / Ecila, Ecila, Ecila, Ecila...

MINEIRO - PAU  / Anibal, 1987

domingo, 1 de abril de 2012

CONCLUINDO [1º lugar no Festival da Música Popular de Recreio(MG), 1971]



 
Recreio é uma cidade que fica no fim do mundo, pequena, sem nenhuma expressão na região, pois é, como o festival aconteceu na época da famigerada ditadura militar, os homens implicaram com o evento, chegaram a ameaçar os organizadores, fomos obrigados a levar todas as músicas para os censores em Juiz de Fora do Departamento de Opinião Pública e meia dúzia delas não passaram, pelo fato de não termos dado muita confiança à ditadura, se não fosse o prefeito Chumbinho que corajosamente os enfrentou dizendo, Se tiver de prender, vão ter que, além de mim, prender toda a cidade, Tudo isso aconteceu porque na cidade tinha alcaguete que deu com a língua nos dentes. O festival aconteceu, promovido pelo O Jornal de Recreio e eu saí vencedor com a música CONCLUINDO (Anibal Werneck / Armindo Torres). Na interpretação que fiz, fiz uma dupla com a Violante e o conjunto que nos acompanhou era de Pirapetinga, o Beto [dono do conjunto], gostou tanto da música que anos depois a gravou no seu primeiro CD.  

*Além d’O Jornal de Recreio noticiando o festival, o vídeo da música está também neste blog.

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Anibal.

COLÉGIO CARLOS ALBERTO WERNECK [Petrópolis-1969]



Loucura ou não, em 1969 fui parar num colégio famoso de Petrópolis levado pela minha tia Cidinha, fiquei novamente como interno, trabalhando e estudando, não foi nada agradável, mesmo assim, ainda compus cinco canções e a minha vida não passou disso, foi um momento difícil que nem gosto de recordar, estava no lugar errado, tanto assim que caí fora no ano seguinte, eu nem sei como aguentei ficar um ano naquele estabelecimento, longe da minha namorada Alice, eu acho que isso acontece na vida de qualquer um, é o que chamamos de piração da idade, tinha 20 anos na época, e já me considerava um velho, não estava bem realmente. Como já disse, era interno no colégio e nos fins de semana passava o tempo na casa dos meus tios Kléber e Cidinha.
Neste ano de 69 fiz apenas cinco canções, sendo uma, ‘Agora sou mais forte que a própria morte’ com o parceiro Itaúna Jacob.

São elas:

Em ritmo de automação
Além desta cidade está você
Ecila, Ecila, Ecila
Agora sou mais forte que a própria morte
Só comigo será feliz.

A música que se sobressaiu foi,

EM RÍTMO DE AUTOMAÇÃO (Anibal)

Corrida incontrolável do homem astronômico.
Cérebro eletrônico e robôs em ritmo atômico. 
Foguetes e naves siderais, a Lua já vencida nos jornais.
O homem já só pensa em automação até para abrir um portão.
Temperatura elevada no mundo tropical
Caetano já não canta Tropicália, pois isto já é tão medieval 
Fada e bruxa já não existem, o homem se libertou desta crendice
E ai de quem se fala em castelo, é considerado um cogumelo. 
E é chegada a hora da grande mudança
Para a família do futuro, pois a técnica avança.
Da sociedade toda estética para a sociedade cibernética,
Da artesanal e humanista à pragmática e tecnicista. 
Vocabulário novo em ritmo de automação.
Bio Peck, nódulo lunar, exemplo de iminente confusão. 
A língua já está por um fio, qual homem falará no ano 2000?
Pois já está toda ela tão sintética, quebrando toda a sua estética.
O homem fugiu do mundo ordenado
Agora ele vive em um desordenado. 
Acabou com toda sorte de tabu na arte do saber sobre l’amour.
Os Beatles, os Rolling Stones e o Mutantes 
São os produtos destes instantes.
Se eu fosse só cantar em ritmo de automação
Você não entenderia esta minha canção!

HINO DOS NORMALISTAS/68


Depois que saí do Seminário N. S. Aparecida, a minha primeira atividade apresentando composições minhas foi na minha formatura de Magistério no Colégio João XXIII de Recreio(MG), aí na foto estou cantando e tocando violão, o Hino dos Normalistas-68, uma música que fiz de parceria com o Gilberto Peres e o Mauro de Queiroz [ex-padre], na foto não aparece o conjunto Paladium [famoso na época] fazendo também o acompanhamento, foi uma festa de formatura muito bonita feita no antigo prédio do cinema de Recreio, hoje , supermercado.

HINO DOS NORMALISTAS/68
(Anibal Werneck, Mauro Queiroz e Gilberto Perez)
                                                      

        D                                        D7
[1] Professores, hoje somos, / Para a vida nos formamos. /
 C                                                    D         C                                                       D
Já começou para nós a Divina Missão: / Comunicar a Mensagem da Libertação. /
        G                  A                   D        Bm        F#            Bm       G  D  A   D
[2] Cremos que o livro é mais forte que o canhão / Na força da EDUCAÇÃO! /
      F#                 Bm     F#                Bm     G      A           D        Bm     F#
[3] A chama se apaga não comunicada. / A verdade então há de morrer, /
            G           A  G A D
Se em nós ela não   viver. /      
        D                                        D7
[4] Professores, hoje somos, / Para a vida nos formamos. /
 C                                                    D         C                                                       D
Já começou para nós a Divina Missão: / Comunicar a Mensagem da Libertação. /
        G                  A                    D        Bm       F#            Bm        G  D  A   D
[5] Cremos que o livro é mais forte que o canhão / Na força da EDUCAÇÃO! /
      F#                Bm        F#                  Bm
[6] Firmes, decididos, / Vamos para a luta /
 G               A            D          Bm     F#          G           A    G A  D
Como o fermento, fazer crescer o povo / Unido a viver pela PAZ! 

LUÍS PRETO & ANIBAL WERNECK [O show que não aconteceu]


               Anibal Werneck, Luís Preto e Marco Antônio

Luiz Preto, de Laranjal/MG., assim como eu, dava seus shows pelas cidades vizinhas, tipo atlético e de uma privilegiada voz, tentou fazer comigo uma apresentação em Recreio/MG., o que infelizmente não aconteceu. Mesmo com o apoio do Diretor d’O Jornal de Recreio, [Marco Antônio Werneck de Freitas] a coisa não deu certo por falta de respaldo por parte da Prefeitura, foi em 1980, em casos assim, se o executivo não der o seu aval, em cidades pequenas, o evento fica sem credibilidade. Sendo assim ficou só a ideia, que remédio, pergunto.

Anibal.

PEREGRINO [1º Recital de Anibal Werneck / 1980]


Tudo começou praticamente por volta do ano de 1980, quando iniciei uma série de recitais na cidade de Recreio/MG. Como você vê nas fotos, este foi o meu primeiro recital, com o título PEREGRINO, parece-me que eu já estava adivinhando porque o peregrino é o sujeito que caminha sozinho ao longo de uma estrada, pois bem, desde este dia até hoje, minha trajetória foi praticamente a de um peregrino.
O meu primeiro recital, Peregrino, aconteceu no dia 9 de agosto de 1980, um dia após o aniversário do meu pai Antonio Hygino de Freitas (in memoriam), às 20 horas, no auditório do Colégio João XXIII em Recreio, coincidência ou não, hoje o prédio deste colégio é um hospital e o meu pai faleceu justamente nele, no dia 9 de fevereiro de 2011. O recital foi promovido pelo O JORNAL DE RECREIO com a sonorização de Hudson de Andrade (in memoriam). Esta apresentação musical reuniu ainda músicas de parceria com Armindo Torres e Zé Guimarães, são elas,

PEREGRINO (Anibal Werneck – Zé Guimarães)
TRAMPO (Anibal Werneck – Armindo Torres)
FLORES PRA QUEM... (Anibal Werneck – Zé Guimarães)
AGUENTE FIRME (Anibal Werneck de Freitas)
SONHO (Anibal Werneck – Zé Guimarães)
ADOLESCER (Anibal Werneck – Zé Guimarães)
REDENÇÃO (Anibal Werneck – Armindo Torres)
DA JANELA DO PAPA (Anibal Werneck – Armindo Torres)
TRILHOS SOLTOS (Anibal Werneck de Freitas)
FOI-SE NA FOICE (Anibal Werneck de Freitas)
TECNOLOGIA (Anibal Werneck – Zé Guimarães)
INFÂNCIA (Anibal Werneck – Armindo Torres)
LUA NUA (Anibal Werneck de Freitas)
ME TOMARAM... (Anibal Werneck de Freitas)
MAMANGABA (Anibal Werneck – Armindo Torres)
CERCADA (Anibal Werneck de Freitas)


 









Anibal Werneck de Freitas

SOM UM


O objetivo deste blog é mostrar a minha caminhada em prol da Música,tocando e cantando nos bares da vida, como diz Milton Nascimento, Todo artista tem de ir aonde o povo está, Sendo assim, como um registro, vou postar aqui o que tenho sobre o meu trabalho, praticamente sozinho, que denominei de SOM UM. Acredito ser interessante também pra você saber que, assim como eu, existem muitos no anonimato fazendo a mesma coisa, é isso aí pra começar.

Anibal Werneck de Freitas.