MAR DE MORROS

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

QUERIDA / anibal werneck de freitas

QUERIDA [Música 5]




















A partir desta música, os vídeos serão feitos com desenhos da época em que a canção foi escrita. Assim fica mais autêntico o trabalho. Digo isso porque minhas músicas estão em álbuns que contêm além da letra com cifras para violão, tem também a partitura da melodia e para completar o gráfico da canção para ser tocada no tonicítara, um instrumento musical do conhecimento de poucos.

Anibal.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

NÃO ENCONTREI! / anibal werneck de freitas

NÃO ENCONTREI! [Música 4]

 
















Não Encontrei! Quarta composição. Chegou a fazer parte do repertório d'Os Selenitas, em 1967. Eu, Zé Rosa, Sebastião e Roberto enchíamos o salão. Tempo do yé yé yé. No rádio rodavam Beatles, Roberto Carlos, Renato e seus Blue Caps, Wanderleia e outros. Vivíamos a juventude. O tempo parecia não passar, mas o nosso conjunto não foi além de três meses. Todavia, paramos no auge. É isso aí!

Anibal Werneck de Freitas.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

A IDA / anibal werneck de freita

A IDA [Música 3]

Esta foi a minha terceira composição sem parceria. Elaborada em Recreio-MG. Já não estudava mais no Seminário D. N. S. Aparecida. Como já disse anteriormente. Sempre começamos imitando. Desta vez, foi o Roberto Carlos que na época começava a fazer um sucesso surpreendente. As rádio só tocavam suas músicas. E eu, no meu pequenino Recreio [parodiando o Ataulfo Alves de Miraí-MG], compus A IDA. Uma mania que me aconteceu de fazer música se opondo à do Roberto Carlos, A VOLTA. Coisas da juventude. A partir daí passei a compor só no ritmo Yé, Yé, Yé. confesso que o nível das minhas composições caiu. Mas era o que a juventude da época queria. Tanto assim que no ano seguinte, 1967, montei um conjunto [naquela época era o nome que se dava à banda] chamado, Os Selenitas. Foi um sucesso. Com instrumentos precários enchíamos os salões. Mais pra frente falaremos sobre Os Selenitas.
Abaixo, a letra de A IDA:

 


 












Voz & Violão - Anibal W. F.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

PENSAMENTO / anibal werneck de freitas

PENSAMENTO [Música 2]

Se eu sou compositor, eu tenho que contar a minha história como tal. Pois bem, ai está minha segunda composição, PENSAMENTO. Ainda em Leopoldina, 1965. Desta vez fugi do samba. Influenciado pelos filmes americanos, fiz uma melodia bem apropriada ao tema. Estava começando a fazer canções. Todo mundo começa imitando e eu não iria fugir à regra. Sendo assim, aí está um tema muito interessante, ou seja, o pensamento. Cuja velocidade é mais rápida que a da luz. Não querendo filosofar e já filosofando, o pensamento é a velocidade da alma. Abaixo, a letra:
 PENSAMENTO - Lá longe / Lá muito longe / Onde só o pensamento / Pode chegar / Lá longe / Lá muito longe / Onde só o pensamento / Pode chegar / e morar. / Pensamento que vai longe / Não conhece o que é distância / Pensamento que vai longe / Não conhece o que é distância.




Voz & Violão - Anibal Werneck de Freitas.

domingo, 5 de janeiro de 2014

FAVELADOS [composição 1]

Esta foi a minha primeira composição musical. Uma letra questionando um samba que colocava o favelado como um privilegiado, pelo fato de viver mais perto do céu. Sabemos que não tem nada a ver. O favelado sofre todo tipo de violência. São desrespeitados pelo Estado como se não fossem cidadãos. Quando fiz este samba, eu estudava no Seminário de Leopoldina-MG.












Era o ano de 1965.
 

FAVELADOS - Dizem que lá no morro / Os favelados vivem perto do céu / Mas é pura mentira / Os coitados vivem ao léu. / Favelados que não têm nada / Que vivem na corda bamba / Mas no Carnaval vibram alegres / Pois compraram vestimentas pro samba. / Mas mesmo assim vivem sambando / Tapando a tristeza que lá vive reinando / Os da cidade não sabem / Que lá na favela / Eles lutam tanto pra sambar na Portela. São homens simples / Que vivem sambando ao léu / Pois quem vive no morro / Não vive pertinho do céu.

Anibal Werneck de Freitas.

FAVELADOS / anibal werneck de freitas

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

anibal werneck de freitas / PEDRAS QUE FLUTUAM V

A INTERNET TEM DONO?

A música é a arte que mais prezo. No entanto, justamente ela, é a que me dá mais dissabor. Não sei se é a nossa cultura burguesa que sempre viu o músico como um qualquer. Um ser que só serve para divertir os outros. Tratado com indiferença se não é famoso. Nem a Internet está conseguindo superar esta situação. Pelo contrário, ela está alimentando cada vez mais o ego dos artistas que saem na telinha. A televisão virou o guia da Internet. O bom é o que sai na TV e a maioria do nosso povo que não tem tempo e nem condição de questionar o problema, vai engolindo toda a porcaria vomitada pela Grande Mídia comandada por meia dúzia de famílias ricas como: os marinhos, os civitas e por aí vai. 
Lá [na Internet], uma vez ou outra, alguém consegue furar este bloqueio, mas quando você vai ver o que furou, você fica mais puto ainda, porque a coisa é feia, ou seja, é só palhaçada. Confesso. O mundo vai de mal a pior. E olha que não sou pessimista. Todavia, nossos líderes são os piores que já surgiram na nossa História. Aliás, eu sou contra este negócio de líder, mas sendo um líder bom, vá lá.
Portanto, voltando à música. Vejam bem, meus senhores e minhas senhoras. Você passa a semana inteira ensaiando um repertório X. Quando você sai para oferecer o seu trabalho, eles o querem de graça. Parece-me que eles não sabem que você gastou dinheiro com o seu equipamento [amplificador, caixa acústica, teclado, microfone, violão, etc...]. É realmente estarrecedora a cara de pau daquele que precisa de música ao vivo no seu estabelecimento. E se você não tem carro [é o meu caso] a coisa fica pior. Tem taxista que não leva, por menor que seja, o seu equipamento na bagagem. Aliás, eu vou procurar o PROCOM para averiguar esta questão. É claro que eu não vou exigir que ele leve no seu carro uma orquestra. Teve um taxista que me disse o seguinte: Eu não levo nem o violão!. Ora senhores e senhoras, isto é um absurdo! Não pode ficar assim. Afinal, o taxista não está levando a gente de graça. O negócio é feio e tem um buraco no meio. Parece que está todo mundo contra o músico que não é famoso. Tem gente que tem a coragem de dizer: Aí, é um Roberto Carlos dos pobres!. Ainda por cima é preconceituoso, mas isso é uma outra triste história que grassa pelo nosso país afora, onde tem muita gente metida à besta.
Eu sou assim. Dou a minha cara à tapa. No YouTube tenho 200 vídeos. Se tiver meia dúzia de comentários é o muito. Não sei o que está acontecendo. Será que estou sendo bloqueado pelo sistema, uma vez que eu não pago um tostão sequer? Já basta os meus impostos que pago em dia. Tenho direito à Internet como cidadão brasileiro. Se estão fazendo isto, considero a maior covardia. Algumas pessoas já me disseram o seguinte: Anibal, eu não sei o quê está acontecendo. Eu não consigo postar um comentário sequer a respeito do seu trabalho no YouTube e nem no seu Blog. Por que será?. O mesmo pergunto, por que será? No entanto, dois comentários metendo o pau estão lá. Por que estes conseguiram postar? É uma pergunta que fica no ar. E eu aproveito o ensejo para perguntar o mesmo aos responsáveis pela Internet. Espero que eu esteja redondamente enganado. Talvez a minha obra seja uma merda, mas mesmo assim eu quero saber. Eu faço aquilo que eu sei. Não quero imitar ninguém. Sou sincero para com os que admiram o meu trabalho. É bom deixar bem claro que eu tenho muita gente que gosta da minha arte. Do contrário não estaria aqui gastando o meu verbo.
Perdoem-me se eu me alonguei no texto, mas eu tinha que colocar isto pra fora. Desejo um Feliz 2014 a todos!

Anibal Werneck de Freitas.