MAR DE MORROS

domingo, 31 de janeiro de 2016

PIANO + VIOLÃO = TECLADO

A comemoração dos 250 anos de nascimento do compositor clássico Mozart está provocando críticas mais negativas que positivas. A ira destes Salieris de hoje assusta, contamina e desaba como um meteorito sobre a minha cabeça. Na minha opinião, a obra de Mozart sempre foi a mais inspirada, além do pioneirismo nos concertos para piano. 
Na minha rua da saudade, ergue-se então, uma casa espaçosa e nela, um piano. Nele, eu aprendo as primeiras lições. Do meu lado uma senhora me ensina: a D. Dinha do Seu Offir. Atrás de mim, sentada, minha irmã Janine espera pela sua vez. O ano é 1967 e o lugar, Recreio Minas. Nos rádios das casas vizinhas pipocam ora Roberto, ora Beatles. Ou quase isso.
Naquela época, a falta do piano em minha casa e o meu violão foram aos poucos minando a minha vontade de estudar o instrumento. Por outro lado, eu fazia parte de um conjunto de Yé, Yé, Yé: Os Selenitas. Mais uma razão.
Na tentativa de driblar a minha vontade de aprender piano, adquirida no tempo em que aprendi o beabá da música com o Seu Milagre e depois, no Seminário Diocesano de Leopoldina cantando canções napolitanas com o Cônego Naves (in memoriam) no piano passava o tempo todo tocando violão e cantando os sucessos do momento.
É necessário dizer também que havia um homem calvo dos seus 40 anos cujo nome eu não me lembro , e todas as vezes que ele me via, gritava: Bach! No meu ouvido soava Mozart! Parecia-me mais protesto que saudação. Naquela ocasião, a música jovem sofria uma rejeição muito forte por parte da maioria dos adultos.
De novo na rua da saudade, a Mara (filha da D. Dinha), me ensina no lugar da mãe. Ao invés da ortodoxia metódica Beyer (Escola Preparatória de Piano); Felix le Couppey (Exercícios de Escalas para Piano) e; Czerny (Exercícios para Piano) , ela me ensina a água com açúcar das cifras no Concerto em Lá Menor de Salvador Callía. É a maneira mais rápida de aprender, segundo ela.
Fiquei mal acostumado e, como não tinha o piano, passei a mania de acordes prontos para o violão. Não culpo minha jovem professora. Graças a ela, além do violão, aprendi também com uma certa facilidade a tocar teclado. Todavia, é bom lembrar: chamar um pianista de tecladista é ofensa. Na inversão é elogio.
Como você, caro(a) marmorrista pode ver, Mozart sempre me faz lembrar esta matemática musical que ocorreu comigo, ou seja, piano + violão = teclado. Fico triste quando tentam jogar Mozart no lixo. Não basta a forma como foi sepultado naquele dia tempestuoso de 5 de dezembro de 1791? Mozart era capaz de escrever para uma orquestra inteira sem usar um instrumento sequer. Seu ouvido era super absoluto. Seus manuscritos quase não apresentavam correções. Ele só passava para o papel após mentalizar satisfatoriamente suas estruturas na confecção da obra.
Mozart está sempre presente na música que eu faço. O meu modo de compor, cantar e tocar tanto o violão quanto o teclado tem o seu dedo. Digo isso não pela qualidade. Quem sou eu perto de Mozart. Com muita modéstia falo isso pela sutileza que ele me passou. Música pra mim tem que ser graciosa. É só ouvir Mozart e verá.
Em tempo. Para confirmar o que estou dizendo, uma dica: ouça o Concerto nº 20 para Piano e Orquestra, em Ré Menor, K. 466 e o Concerto nº 26 para Piano e Orquestra, em Ré Maior, K. 537 (Coroação). De preferência com o pianista Eugene List e a Orquestra de Câmara de Viena regida por Zlatko Topolski.



anibal werneck de freitas.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

SALVO PELO KARAOKÊ

SALVO PELO KARAOKÊ
Por motivos justificáveis que não quero mencionar aqui, fiquei impedido de tocar violão e muito menos teclado. Não se trata de coisa muito grave. Pois bem, sendo assim, só sobrou a minha voz.
Como a música não pode parar e em respeito às pessoas que gostam de mim, resolvi partir para o Karaokê, uma criação do cantor japonês, Daisuke Inoue, que nos anos 70 bolou uma máquina que tocava uma versão dos seus sucessos sem a voz. Daí, era só acompanhar ao microfone. Sendo assim, a coisa virou moda e hoje tem até em celulares, no Japão.
A palavra Karaokê significa, Orquestra Vazia, e põe vazia nisso, ou seja, você ouve a orquestra, mas não vê um músico sequer no palco. Todavia, nem por isso perde o valor, pelo contrário, exige do cantor mais habilidade ainda. E depois, de que adianta os músicos no palco, se não estão tocando. No karaokê, também conhecido por play-back, pelo menos você está ouvindo eles [os músicos] tocando maravilhosamente seus instrumentos musicais.
Infelizmente, o karaokê trouxe o desemprego pra eles, é a máquina substituindo o homem, o que fazer?
Realmente, o cantor com os músicos no palco tem muito mais calor humano, embora no Karaokê tenha um pouquinho, ou seja, o do crooner.
Muito bem, seja lá o que for, no meu caso, decidi pelo karaokê e estou me sentindo muito bem, até porque, sempre me considerei mais cantor que instrumentista. E só agora percebi que estive a vida inteira na contramão, em se tratando de música.
anibal werneck de freitas.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

TROIA / anibal werneck de freitas



quando menino ficava encantado com o compositor musical, vivia me perguntando, como pode um ser humanos escrever uma música, achava que era uma coisa do outro mundo, fazer uma canção era a arte de todas as artes, tanto assim que a minha vontade era ser um deles, pois bem, hoje eu sou, [tenho mais de 500 composições], mas não tenho o reconhecimento que eles [consagrados] têm, e isso realmente me deixa um tanto quanto frustrado, achei que a internet poderia compensar esta situação, mas que nada, a maioria das pessoas valorizam apenas as coisas que saem na tv, não deveria ser assim, e digo mais, tem gente que até gosta do meu trabalho, mas tem vergonha de se manifestar, com medo de ser ridicularizada, puro preconceito, que já deveria ter sido superado, uma vez que nem tudo que sai na tv tem qualidade, pois bem, apesar de tudo isso, eu não me acanho de continuar postando os meus vídeos, e, aí vai mais um.

anibal werneck de freitas.

WERNECKANTOR

Prezado Senhor,

Sou cantor de longa data, com muita experiência no ramo de apresentações em casas noturnas, estou agora com um projeto novo, WERNECKANTOR, onde utilizo, VOZ & PLAY-BACK [MPB, BEATLES, ELVIS PRESLEY, BOB DYLAN, ROBERTO CARLOS, SERTANEJO e OUTRAS, em espanhol, italiano e francês].
Deste modo, fico aqui à sua disposição para fazer uma experiência, acredito que você não vai se arrepender.
Meu telefone: 3211-8473.
Abraços,

anibal werneck de freitas.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

MEU FILHO - ANIBAL WERNECK DE FREITAS



Olhando pro meu neto, visualizo o seu pai quando era também um bebê de colo e, deste modo, recordo da música, MEU FILHO, cujo vídeo resolvi postar.

anibal werneck de freitas.