sábado, 19 de setembro de 2015

NELSON SEMPRE NELSON




No meu tempo de menino, anos 50, Nelson Gonçalves era sucesso absoluto no rádio.
No estabelecimento do meu pai, Café Sto. Antônio, sua voz ecoava forte e suprema.
Por isso, vale a pena ver este vídeo, onde aparece um Nelson versátil. 
Execrado por aqueles que não o conheceram direito, o cantor não perdeu o seu lugar na História da nossa música.
Hoje, de forma injusta, Nelson anda esquecido pelos meios de comunicação, o que é uma lástima. Mas não tem nada não, basta apenas assistir este vídeo e ver a grandeza deste nosso saudoso artista.
anibal werneck de afreitas

domingo, 13 de setembro de 2015

LA ESTRELLA (ANÍBAL WERNECK / OSCAR ACOSTA)



Através do meu amigo, Gildo, um livro de poemas do autor espanhol, Oscar Acosta, veio parar em minhas mãos. Assim que me deparei com os versos de La Estrella, resolvi musicá-los. Não foi difícil, a melodia já estava pronta. Isto me acontece quando alguma coisa me incomoda. Acredito que a grande intérprete, Mercedes Sosa a gravaria sem pestanejar se estivesse viva. Mas não me importo não, afinal ela [a música] está aí no You Tube pra quem quiser ouvi-la. Sei que você não vai se arrepender. Os versos são de uma profundidade tamanha que por incrível possa parecer, modéstia a parte, consegui criar o clima desejado para a obra. Pena que o autor, se ainda está vivo, não saiba nada a respeito. Todavia, sei que ele vai assinar embaixo ao ouvi-la. O problema. é que não sou famoso e isso cria uma barreira natural. Todavia, acredito que a coisas estão mudando para melhor com a Internet. Já tenho conseguido em algumas composições minhas, mais de 2000 visualizações sem a ajuda de nenhum órgão divulgador [tirando o You Tube]. Deste modo, conto com a sua boa vontade de curtir, La Estrella.

anibal werneck de fretas.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

A MORTE DE VICTOR JARA



A morte deste cantor chileno me incomodou tanto que resolvi musicar seus últimos versos escritos a um dia antes de sua partida, como vocês sabem, assim como o Brasil, o Chile passou também por uma vergonhosa ditadura, e, como se não bastasse, nosso bravo cantante, Victor Jara, depois de morto covardemente, seus braços foram arrancados e colocados juntos ao seu corpo que jazia ao lado do seu violão, não preciso dizer mais nada sobre tamanha maldade e o que me deixa triste é saber que existem pessoas que pensam na volta de um governo fardado, nesta hora eu vejo que Nietzsche tinha razão quando disse, "O macaco é um animal demasiadamente simpático para que o homem descenda dele"

anibal werneck de freitas..

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

100 ANOS SE ESTIVESSE AQUI


Se o meu pai, Antonio Hygino de Freitas,estivesse no meio de nós, hoje estaria fazendo 100 anos de idade, faleceu aos 95, quer dizer, viveu bastante, mas a saudade ficou e nós não aceitamos a morte, e, para amenizar a perda, falamos na sua presença espiritual, todavia, a física é a que nos interessa de fato, a bem da verdade, gostaríamos dele aqui em carne e osso para comemorar esta magnífica data, infelizmente, não podemos fazer nada, portanto, resta-nos respeitar sua memória, ou seja, a de um homem que nos ensinou a não enganar as pessoas, a ter responsabilidade para com os compromissos assumidos, a lutar com dignidade, a enfrentar com coragem os problemas do dia a dia, a buscar no sorriso sempre uma forma de contornar as dificuldades, a ser, principalmente, gente, pois é, olhando por este ângulo, nem tudo está perdido, porque o seu legado, realmente, preenche bastante o vazio que ele nos deixou.

anibal werneck de freitas.

sábado, 27 de junho de 2015

O ÚLTIMO TREM (Anibal, Armando e Lenira)



Esta música registra o último trem de passageiros que saiu de Recreio(MG), numa segunda-feira de 1983, deixando para trás trilhos da saudade, a cidade nunca foi a mesma depois deste triste acontecimento, o trabalho dos ferroviários que viveram e morreram parece que foi em vão, e, no lugar dele ficou apenas a dor.


O ÚLTIMO TREM - 2

(Anibal - Armando e Lenira)

Dói, dor doída / A Maria, a Maria,
Ma-ri-a / Virou fumaça.
E a fumaça / Da Maria, da Maria,
Ma-ri-a / Virou saudade.

Toda garbosa e imponente / Lá vai Maria Fumaça
Deixando saudade e alegria / Em toda estação que passa.
O apito como um gemido / Fagulhas da chaminé
Queimando a roupa dos passageiros / Fornalha, sabe como é.

Dói, dor doída / A Maria, a Maria,
Ma-ri-a / Virou fumaça.
E a fumaça / Da Maria, da Maria,
Ma-ri-a / Virou saudade.

Caldeira sempre sedenta / Subida, está chovendo
Se não jogar areia nos trilhos / Desliza não fica movendo.
Agora ela aposentou / Encanto em desencanto
Dona Leopoldina se acabou / Foguista se fez em pranto.

Dói, dor doída / A Maria, a Maria,
Ma-ri-a / Virou fumaça.
E a fumaça / Da Maria, da Maria,
Ma-ri-a / Virou saudade.

Tristeza na Estação Recreio / Adeus ao último trem
Que partiu numa segunda-feira / Em mil novecentos e oitenta e três.

Dói, dor doída / A Maria, a Maria,
Ma-ri-a / Virou fumaça.
E a fumaça / Da Maria, da Maria,
Ma-ri-a / Virou saudade.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

INSTANTE MÁGICO


No momento em que estou escrevendo uma canção, eu sinto que estou conectado a algo que não sei como explicar, uma firmeza toma conta de mim e sei que o resultado será positivo, é realmente um instante mágico que parece não depender de mim porque ele simplesmente acontece, e, o mais interessante, é que depois de concluído o trabalho, eu me assusto com o resultado e me pergunto, será que sou realmente o autor?

anibal werneck de freitas.

terça-feira, 9 de junho de 2015

ISTO NÃO ESTÁ CERTO



Uma situação: minha mulher levou ao sapateiro uma correia do filho para ser furada três vezes e ficou estupefata porque não lhe foi cobrada nada pelo serviço.
Outra situação: o músico sai com o seu instrumento que lhe custou o olho da cara e toca de graça para o dono do bar ganhar dinheiro e  ninguém fica estupefato com isso.
Última situação: estou simplesmente estupefato com tudo isso.

anibal werneck de freitas.