quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

NO CAFÉ DO STO. ANTÓIN



NO CAFÉ DO STO. ANTÓIN (Zé Guimarães & Celso Lourenço) No Café do Sto. Antóin / Tem cachaça de barril / Tem torresmo e farofa / Pão moiado e tem pernil. / Porque lá não tem café / No Café do Sto. Antóin / Porque lá não tem café / No Café do Sto. Antóin / (O quê tem lá, então?) / Tem cigarro Mexicano / Pé inchado e pé de porco / Vinho Vênus, Catuaba / Tem Martini e Cortezano. / Porque lá não tem café / No Café do Sto. Antóin / Porque lá não tem café / No Café do Sto. Antóin / (O quê tem lá, então?) / No Café do Sto. Antóin / Nunca falta o que pedir / Só não vá pedir café/ No Café do Sto. Antóin. / Porque lá não tem café / No Café do Sto. Antóin / Porque lá não tem café / No Café do Sto. Antóin / (O quê tem lá, então?) 

O pai do Aníbal, o Sr. Antonio Hygino, gostava muito desta música que foi feita na ocasião dos seus 90 anos em 2005, gostava tanto que ela serviu de fundo musical no convite do seu enterro. Agora em homenagem póstuma, está inserida neste blog, pelo  seu passamento com 95 anos de idade. No vídeo, Antonio Hygino e a esposa Wanda Ferraz.
 

FOI-SE NA FOICE



FOI-SE NA FOICE  (Anibal Werneck de Freitas) Terra molhada Cheiro de chuva... / Olha a banana e a verdura! / Água na calha, Gosto de barro... / Olha a laranja e o quiabo! / De porta em porta, / De troco em troco, / De sorriso aberto / De cobrir o rosto. /  Ganhou o dia / Pra perder a noite, / A vida e a folia / No corte da foice. / Foi-se na foice... 

Registro 48.896, Livro 15, UFRJ, 20/02/1989.
Voz e Violão, Anibal Werneck.
Violão Solo, Celso Lourenço.
Gravação de 1985.
anibalwerneck@gmail.com

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

DO ÔNIBUS



DO ÔNIBUS (Anibal Werneck de Freitas) Do ônibus engolindo asfalto / E estrada de chão, / Volto da labuta, / Certo de que a vida / É momento e emoção. / Do ônibus, do ônibus, do ônibus / Eu vejo, eu vejo a pobreza. / Do ônibus, do ônibus, do ônibus / Eu sinto, eu sinto a riqueza. / Do ônibus comendo sinal / De trânsito e travessia, / Venho do trabalho, / Certo de que a alma / É tristeza e alegria. / Do ônibus furando cada janela / E o vidro da frente, / Retorno da luta, / Certo de que o mundo / É o cérebro da gente. / Do ônibus, do ônibus, do ônibus / Eu vejo, eu vejo a pobreza. / Do ônibus, do ônibus, do ônibus / Eu sinto, eu sinto a riqueza.
Registro 50.325, Livro 15, UFRJ, 26/04/1989.

Voz & Violão, Anibal.
Violão, Celso Lourenço.
anibalwerneck@gmail.com 

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

HÁ SEMPRE ALGUMA COISA



HÁ SEMPRE ALGUMA COISA (Anibal Werneck - Armindo Torres) Há no azul do céu / De promessa e de mistério / Um eterno véu. / Aqui na Terra sempre fico / Procurando explicação / Pros problemas do espaço / Vou formando opinião. / Há no azul do céu / De promessa e de mistério / Um eterno véu. / Frente a frente a pergunta: / Meu amigo o que é a vida? / Um momento, por favor, / Vou tentando uma saída. / Há no azul do céu / De promessa e de mistério / Um eterno véu. / Numa busca incessante, / Pesquisando ativamente. / Pensamento no futuro / Me entrego inteiramente. / Há no azul do céu / De promessa e de mistério / Um eterno véu. / “E o nada o que é que é?” / Raciocino qual raposa, / Nada mesmo não existe / Pois há sempre alguma coisa. / Há no azul do céu / De promessa e de mistério / Um eterno véu.


O nada não existe, ou seja, sempre existe alguma coisa, alguma coisa que evolui e se transforma no mundo em que vivemos, até porque é inadmissível o nada existir, é uma situação contraditória, é o mesmo que se eu dissesse ser possível fazer um círculo quadrado. Mas o religioso chega e diz, Deus fez o mundo do nada e você tem que acreditar nisso através da fé. Respeito quem acredita assim, no entanto, neste caso, eu pergunto se é certo omitir a razão, que é uma coisa coerente com a verdade, algo útil ao meu ser no meu dia a dia e necessário para a minha sobrevivência para acreditar em coisas que agridem o nosso bom senso. Fé pra mim é uma maneira que as religiões encontraram pra justificar a credibilidade das fantasias que cada uma prega ao seu bel prazer, cada uma fala uma coisa se esquecendo de que a verdade só tem uma cara. Por isso eu afirmo categoricamente de que o nada não existe porque há sempre alguma coisa.

 Voz e Teclado, Anibal Werneck.
CD, NÓS / TREM NOTURNO, 1996.

MEU FILHO



MEU FILHO (Anibal Werneck de Freitas) Você é tudo quando vem / De bracinhos pra mim. / Enchendo-me de encantos, / Fazendo-me cantar assim. / Suas mãozinhas me lembram / As nuvenzinhas daqueles anjinhos / Ao encostar no meu rosto / Fazendo-me sonhar baixinho. / Mas quando te pego nos braços / O peso do seu brilho nos olhos / Me traz a realidade / De ter um filho.

Voz e Violão, Anibal Werneck de Freitas
Violão Solo, Celso lourenço
Gravação de 1987
Registro 59.763, fl. 192, l. 16, UFRJ, 03/07/1990  

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

CHEIRO DE HORTELÃ

 
CHEIRO DE HORTELà (Anibal Werneck - Celso Lourenço) Gosto de você assim de mansinho, / Breve cheiro de hortelã. / Lua, vaga claridade. / Me atrai feito ímã. / Vamos tirar a folha do nu. / E buscar no nu eu e tu. / Eu por nu, nu por tu, / Rola no meu tu e eu.

Voz e Teclado, Anibal Werneck.


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

NATURA & PESSOAS



NATURA E PESSOAS (Anibal Werneck de Freitas) Natura me cerca, / Fere-me n’alma / Água cristalina, / Lúcida calma. / Cercam-me pessoas, / Afinam-me o espírito / Varam-me assim / O senso crítico. / Natura e Pessoas / Buscam-me forte, / Parceiros do tempo / E da minha sorte.

Do CD NATURA & PESSOAS de 2002.
Música registrada sob o nº 50.326, Livro 15,
ESCOLA DE MÚSICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL
DO RIO DE JANEIRO, Data de 26/04/1989.

 

ENTREVISTANDO MILTON NASCIMENTO