quarta-feira, 9 de março de 2011

MINAS MINAI!


MINAS, MINAI!  (Anibal Werneck de Freitas) Do alto do morro / Uma igreja do século XVIII / Confirma o passado. / Quantas vidas , / Quantas mortes / Passaram por aquelas pedras / De um tempo pisado.  / Vale a pena viver? / Vale a pena a morrer? / O silêncio é a única resposta? / As casas antigas ficaram / Como se quisessem deixar / Seus fantasmas à mostra. / Minas Gerais, / Respeite seus mortos! / Minas Gerais, / Busque seu mar! / Minas Gerais, / Solte seus portos! / Minas Gerais, / Respire seu ar! / Minas minai! / Minas minai! / Minas minai! / Minas minai! 

Anibal, voz, teclado e violão, 1995.

Minas Gerais é um grande Estado, mas ainda precisa crescer, principalmente no norte e nordeste.
Erigida pelas mãos dos escravos, Minas precisa retribuir aos negros o que lhes foi tirado, no entanto, a coisa continua em banho maria, por isso, Minas precisa minar, precisa inventar algo, todavia, isso não vi ainda em nenhum Governo, deste modo, fica aqui o meu grito, Minas, minai!

 

sexta-feira, 4 de março de 2011

CAMINHADA


CAMINHADA  (Anibal Werneck - Armindo de Castro)  Que estrada grande, / Que gente heróica. / Fôlego de amante / E vontade estóica. / Lá no fim da estrada / Dizem ter u’a mina. / Sede saciada / Pra frente menina! / Que estrada grande, / Que gente heróica. / Fôlego de amante / E vontade estóica. / Mas não fica aí / Sua caminhada, / Nem fique aqui / Sonhando acordada. / Que estrada grande, / Que gente heróica. / Fôlego de amante / E vontade estóica. / A verdade existe / Tenha isso em mente. / A miséria agride / Bem na sua frente. / Que estrada grande, / Que gente heróica. / Fôlego de amante / E vontade estóica.


Flauta & Voz: Anibal Werneck.
Cítara & Voz: Celso Lourenço.
Percusao em casca de coco: Anibinha (5 anos)
LATINOS GERAES, álbum musical de Anibal lançado pelo autor em Recreio/MG, 1989.


A caminhada é longa, e o nosso povo parece desiludido para caminhar, principalmente o da área urbana, talvez o insucesso dos campesinos, sempre coagidos pelas autoridades políticas combinadas com os ricos fazendeiros sob um apoio sorrateiro do Governo que se diz da esquerda, será isso?

METABOLISMO


METABOLISMO  (Anibal Werneck - Armindo de Castro) Sentado no vaso / Penso no que tenho feito. / Repenso o que faço / E sem nenhum preconceito / Encaro meus revezes. / Este meu metabolismo / É natural, e transcendente / Cheio de fé e realismo, / Idéias más tiro da mente, / Respiro outras que não fezes. / Era uma vez um menino / Que correu, cresceu, foi fundo. / Casou-se com o sonho feminino / E tinha uma outra idéia do mundo, / Mas se esqueceu de abrir a porta. / Esta história de amor piegas / Não pode encobrir a fome / Que grassa sem graça / Neste país sem nome. / Sem desprender as pregas / Deste sentimento sentimental, / Sem deixar de acordar / O que é natural: / Fazer a revolução pra mudar / E um outro amor procurar.

Voz: Anibal / Violão Ovation: Aníbal / Guitarra Sonic: Celso Lourenço. / Percussão: Anibinha.
LATINOS GERAES, álbum musical de Anibal lançado pelo autor em Recreio/MG, 1989.

quinta-feira, 3 de março de 2011

EI, ESPERE!


EI, ESPERE! (Anibal Werneck & Armindo Torres) Ei, espere! / Não fuja assim de mim. / Que sei / Não ser de paz sua morada. / Pare! / Olhe a vida. / Não fique assim triste e abatida. / Não veja a sorte terminada. / Firme a vontade no que pensa. / Forje sua mente na brandura / E ganhe crença. / Busque no fundo de si mesma / Força maior no que procura. / Ganhe valor, creia em si própria. / Tire do amor a doce cópia / De uma existência que se cria, / Sem ter no peito uma tristeza / E prove os frutos da alegria. / Ei, espere! / Não fuja assim de mim. / Que sei / Poder sentir o que imagina. / Ei, espere, espere menina! / Ei, espere, espere menina! / Ei, espere, espere menina! / Ei! 


Voz, Violão & Teclado: Anibal Werneck  de Freitas.
MAR DE MORROS, álbum musical de Anibal lançado pelo autor em Recreio/MG, 1998.

SEM SEXO, SEM NEXO


SEM SEXO, SEM NEXO (Anibal Werneck & Armindo Torres) Quando não houver mais sexo / Talvez você tenha o poder de perdoar / Assim como teve o poder de se infiltrar no meu mundo / Sem licença reativando em mim todas as crenças. / Quando não houver mais sexo / Talvez você sinta a minha sensibilidade / E não se assuste por eu um dia / Ter pensado em exclusividade. / Quando não houver mais sexo / Talvez ouça a minha voz no seu ouvido / Dizendo que você é a mais importante / E a faça entender toda a magia dos instantes. / Quando não houver mais sexo / E a idade a sufoque / Talvez você sinta a fragilidade das pessoas / E não abuse de nenhum homem / Por ser mulher e ser mais forte. / Quando não houver mais sexo / Talvez você se lembre da minha cabeça e dos meus intentos / E sinta que poderíamos envelhecer juntos / Mas aí talvez descubra: Não há mais tempo.

Gravação de 1996.

SAUDADE NÃO SEI DE QUÊ?


SAUDADE NÃO SEI DE QUÊ? (Anibal Werneck & Armindo Torres) Quando eu vejo um piscar de emoções. / Quando eu sinto um fisgar de ilusões. / Quando eu penso num roçar de opiniões. / E a saudade chega então com seus senões. / Que saudade é esta? / Eu não sei responder. / É saudade de festa. / Festa não sei de quê? / Quando eu vejo um trincar de paixões. / Quando eu sinto um fingir nas ações. / Quando eu penso mal pensar dos patrões. / E a saudade põe então suas razões. / Que saudade é esta? / Eu não sei responder. / É saudade de festa. / Festa não sei de quê?

Voz, Violão & Teclado: Aníbal Werneck  de Freitas / Violão Ovation: Celso Lourenço.
MAR DE MORROS, álbum musical de Anibal lançado pelo autor em Recreio/MG, 1998.