quarta-feira, 11 de julho de 2012
AO MEU PÚBLICO ILUSTRÍSSIMO [GENTE ESPECIAL]
Não sou um cantor – compositor famoso, mas acho que a internet surgiu para cobrir esta lacuna e mostrar aos amantes da arte que tem muita gente boa que não teve a oportunidade de se projetar através dos grandes meios de comunicação, por outro lado, ainda a internet, é um meio do artista tirar sua obra da gaveta e mostrá-la para as pessoas que não são guiadas pela mídia, pessoas que têm o seu próprio caminho, sendo assim, graças à essa gente ilustrada tenho a coragem de continuar o meu trabalho no qual acredito muito, se estou aqui é porque meu público ilustríssimo está aí me apoiando e eu só tenho a agradecer.
Anibal Werneck de Freitas.
Sombuque 35, LUÍZA (extensivo ao Andinho), 1991/1992
Um pouco de História
1991/1992. Na capa deste
álbum musical nº 35, uma estrela brilhando sobre uma cruz acima de um templo
grego. As estrelas representam nossos mortos que no céu brilham sobre o
cristianismo que se enveredou pelos ensinamentos filosóficos dos sábios gregos.
Aristóteles influenciou Tomás de Aquino
que por sua vez influenciou a Igreja. Na ocasião, ainda me sensibilizava com a
religião. À Luíza, minha avó, muito católica e que gostava muito de mim,
dediquei uma música que é título dessa coleção, LUÍZA. Seu passamento em
Petrópolis foi distante dos seus de Recreio. Eu a vi no leito de morte
esperando por mim para se despedir.
No dia seguinte, já em
Recreio, ao acordar senti um estalo no abajur do meu quarto e concluí naquele
momento que ela estava ali se despedindo de mim novamente.
Também nesta coleção, fiz
um réquiem pro meu amigo Andinho que morreu tragicamente num acidente de moto. O
Celso Lourenço chegou apavorado em minha casa relatando o triste acontecimento,
era um domingo de sol.
Músicas deste número,
318 – RIO DOCE (Anibal
Werneck & Armindo Torres)
319 – A MORTE DE STEVE
BIKO (Anibal Werneck & Farouk Asvat)
320 – ‘AMIGO’ (Anibal
Werneck de Freitas)
321 – NOVO NASCER (Anibal
Werneck de Freitas)
322 – POR QUÊ, ANDINHO? (Anibal
Werneck de Freitas)
323 – CORAÇÃO SOLAR (Anibal
Werneck de Freitas)
324 – AMIGOS (Anibal
Werneck de Freitas)
325 – LUÍZA (Anibal
Werneck de Freitas)
A MORTE DE STEVE BIKO (Anibal Werneck& Farouk Asvat) Esta ânsia de viver é como a morte, meu amor... / A morte de Steve Biko que alterou nossa consciência. / E cujo rosto verdadeiro / Ainda vive em nossa recente memória. / Mas a tua morte é a tua última revolta. Não ficaremos mais como Cristo. / Acuados de encontro ao muro, / Crucificado por uma bala na cabeça. / Falaremos em silêncio / Conduzidos por rios subterrâneos. / Far-nos-emos ouvir sem sermos anunciados / Em murmúrios que explodem em silêncio.
terça-feira, 26 de junho de 2012
sombuque 34, quem vai pagar por isso?, aníbal, 1991
um pouco de história
na capa deste álbum
musical de 1991,o desenho mostra a cidade de bagdá sendo covardemente
bombardeada pelos estadunidenses na época do bush – pai, é um álbum temático
onde focalizo a guerra do golfo em 1991, sendo assim, acredito que a destruição
das torres gêmeas no 11 de setembro tem a ver com uma retaliação porque foi na
gestão do bush – filho ocorrida dez anos depois, tanto assim que os estados
unidos invadiram novamente o iraque e, desta vez, não deixaram pedra sobre
pedra e para completar a chacina enforcaram o próprio saddam hussein e depois,
no governo de obama, conseguiram matar também o osama.
para retratar a invasão
estadunidense de 1991, eu fiz as seguintes músicas,
310 – israel [anibal
werneck de freitas]
311 – bagdá [anibal
werneck de freitas]
312 – mulheres do iraque
[anibal werneck de freitas]
313 – campo de mina
[anibal werneck de freitas]
314 – show bélico [anibal
werneck de freitas]
315 – carta à saddam
[anibal werneck de freitas]
316 – e me esqueço do
golfo pérsico [anibal werneck de freitas]
317 – quem vai pagar por
isso? [anibal werneck de freitas]
carta a saddam (anibal werneck de freitas) o poder anda
de quatro, / e como dono do mundo / dita as suas ordens. / ‘tem que ser do meu
jeito, / doa a quem doer / e muito bem - feito!’ / quantos morreram em seu
nome. / quantos morreram em seu nome. / valeu, valeu a pena? / acredito que
não! / mas ainda, mas ainda sofreram / aqueles que o combateram. / para poder é
preciso querer, / mas como vou ter poder / se nem, se nem, se nem ao menos / me deixam querer.
terça-feira, 19 de junho de 2012
sombuque 33, comunhão, aníbal, 1991
na capa deste álbum
musical nº 33 de 1991, um cálice com uma hóstia imitando o globo terrestre mostra
que na ocasião eu estava ainda imbuído com a religião, digo isso porque hoje
sou ateu, no entanto o título comunhão que antes tinha uma conotação mais
religiosa, hoje continua a ter o mesmo sentido, digamos até maior, ou seja, uma
comunhão entre todos os homens do planeta independente de suas crenças.
nesta coleção destacam-se
também as seguintes composições, minas minai e vítima, cuja letra do parceiro
armindo torres se originou de um atropelamento que ele presenciou em juiz de
fora.
as demais composições são,
procurando lydia, pena vermelha, franqueza, areia, folia e lambada.
dentre elas, escolhi o
vídeo de vítima [aníbal werneck – armindo torres] para ilustrar esta postagem.
VÍTIMA (Anibal Werneck & Armindo Torres) Moça-menina do supermercado / Não atravesse a rua / Como fazem os poderosos / Que atropelam famílias / E espalham miséria. / Não, moça-menina / Você trabalha no super / Mas não faz parte do mercado. / Não, moça-menina / Você trabalha no super / Mas não faz parte do mercado. / Agora você está na terra / Para que na Terra / Os poderosos e os atravessadores / Continuem tripudiando sobre os cadáveres / De pobres meninas indefesas.
músicas desta coleção,
301 – procurando lydia
302 – minas minai...
303 – pena vermelha
304 – vítima
305 – comunhão
306 – franqueza
307 – areia
308 – folia
309 – lambada
anibal werneck de freitas.
domingo, 10 de junho de 2012
sombuque 32, trilhos tortos, anibal, 1990 / trilhos tortos
1990, na capa deste álbum
musical nº 32, uma máquina vaporenta vindo em sua direção, trilhos tortos é a
música carro-chefe, é uma composição musical retratando a vida do maquinista
nas mãos dos donos da ferrovia.
segundo o meu pai antonio
hygino, que trabalhou na época em que os ingleses eram donos da estrada de
ferro leopoldina [the leopoldina railway], o maquinista não valia nada em
relação ao trem de ferro, que custava muito dinheiro e, quanto ao maquinista,
era só colocar outro no seu lugar.
as demais composições
desta coleção são referentes à contemplação anímica latino-americana, tirando
‘catadeiras de café’ que é um protesto contra o racismo.
as composições são,
294 – trilhos tortos
[aníbal werneck de freitas]
295 – catadeiras negras
[aníbal werneck de freitas]
296 – doce paixão [aníbal
werneck & celso lourenço]
297 – pé de moleque
[aníbal werneck & celso lourenço]
298 – o sal da idade
[aníbal werneck & celso lourenço]
299 – sou latino americano
[aníbal werneck & celso lourenço]
300 – é por isso que eu
digo, [aníbal werneck de freitas]
trilhos tortos (anibal werneck de freitas) uma verdade
vem de lá do barracão, / dos trilhos velhos que permeiam a solidão. / esta
verdade é o sino forte que bateu / no coração do maquinista que morreu. / o
maquinista de boné e de emoção, / levava o trem e suas famílias na mão. / num
momento da curva se esqueceu, / felicidade descarrilhou dentro do seu eu. /
meio às ferragens e à densa escuridão / o maquinista viu a dor e assombração. /
um dinossauro de ferro o trem ergueu, / já era tarde, o maquinista morreu. /
dormentes, trilhos tortos, confusão. / e os ingleses, donos da situação: /
"trem de ferro é muito longe pra buscar / e o maquinista é muito fácil de
encontrar". / dormentes, trilhos tortos confusão. / e os ingleses,
máquina, preocupação: / "trem de ferro é muito caro pra comprar / e o
maquinista bota outro no lugar". / meio às ferragens e à densa escuridão /
o maquinista viu a dor e assombração. / um dinossauro de ferro o trem ergueu, /
já era tarde, o maquinista morreu. / morreu, morreu, morreu!
terça-feira, 29 de maio de 2012
SOMBUQUE 31, ENGENHO DO RICO, ANIBAL, 1989
A música sempre trouxe
mais dissabores do que sabores para mim, mas não tem jeito, mesmo assim não
vivo sem ela, ela é mais forte que eu, como você pode observar, aí estou em
pleno 1989 cantando e compondo, nem fama e muito menos dinheiro ganhei com ela
e isso perdura até nos dias de hoje e, confesso que continuo com a mesma força,
voltando ao álbum desta época, aí estou com um trabalho referente à História do
meu país [Brasil], ENGENHO DO RICO, uma crítica que faço ao capitalismo que é
um sistema que favorece só uma minoria. ENGENHO DO RICO significa a força dos
poderosos com a Igreja e que não abrem mão de suas riquezas para melhorar a
vida dos mais necessitados. Pois bem, nesta coleção musical reúno os seguintes
parceiros: Celso Lourenço, Sinval, Bertold Brecht, Mazinho, Ronaldo Ferraz, Zé
Guimarães e Iacyr Ânderson de Freitas, o interessante é que tirando o Bertold
Brecht e o Iacyr Ânderson de Freitas, parceiros que não conheci pessoalmente,
os demais sempre me deram trabalho, e tem um que continua dando, mas deixe isso
pra lá, são coisas da vida. Na capa deste álbum musical está o desenho que eu
fiz de um engenho de açúcar do século XVI no Brasil, não posso postar o desenho
porque daqui pra frente tenho que pagar o espaço.
As músicas desta coleção
de 1989 são:
285 – SER E VENCER (Anibal
Werneck – Celso e Sinval)
286 – DEUS É RICO (Anibal
Werneck de Freitas)
287 – ANALFABETO POLÍTICO (Anibal
Werneck – Bertold Brecht)
288 – ENGENHO DO RICO (Anibal
Werneck de Freitas)
289 – DESASTRADA CRENÇA (Anibal
Werneck – Mazinho)
290 – FINGINDO (Anibal
Werneck – Ronaldo Ferraz)
291 – IMPRESCINDÍVEL CANTO
NOVO (Anibal Werneck – Zé Guimarães)
292 – A MULHER, O RIO E O
FILHO (Anibal Werneck – Iacyr Ânderson de Freitas)
293 – PASSARADA (Anibal
Werneck – Celso Lourenço).
A música escolhida foi A MULHER,
O RIO E O FILHO
A MULHER, O RIO E O FILHO (Anibal Werneck & Iacyr Anderson Freitas) No barro vermelho do rio / Onde as águas passam calmas / Lambendo as pernas morenas das moças / Os meninos olham suas mães / A lavar as roupas que não são suas.
domingo, 20 de maio de 2012
SOMBUQUE 30, CEM VOCÊ, ANIBAL, 1989
Um pouco de História
1989, na capa deste álbum
musical apenas o título CEM VOCÊ, criado pelo parceiro Celso Lourenço. Ainda nesta
coleção, tem duas músicas que surgiram de uma brincadeira minha e do Celso
Lourenço sobre o parceiro Armindo Torres, desta brincadeira surgiu a composição
AOS AMIGOS: ANYBAL & CELSO [Anibal Werneck & Armindo Torres], também em
destaque nesta coleção: METABOLISMO e FLOR DO QUERER.
Nesta ocasião o meu nome artístico
era assinado com y.
As músicas:
278 – CEM VOCÊ [Anibal
Werneck & Celso Lourenço]
279 – ARROTO [Anibal
Werneck & Celso Lourenço]
280 – DIVAGANDO II [Anibal
Werneck & Armindo Torres]
281 – METABOLISMO [Anibal
Werneck & Armindo Torres]
282 – FLOR DO QUERER [Anibal
Werneck & Celso Lourenço]
283 – AO ANTONIO ARMINDO [Anibal
Werneck & Celso Lourenço]
284 – AOS AMIGOS: ANYBAL E
CELSO [Anibal Werneck & Armindo Torres]
FLOR DO QUERER (Celso
Lourenço - Celso Lourenço / Anibal Werneck) Quem é você? / Flor do querer,
/ Do bem me quer, / Do mal querer? / Crisântemos? / Flor de Lotus? / Flor do pé
de umbuzeira? / Dália? / Amapola? / Flor de lis? / Flor de cactus? / Rosa de
qualquer buquê? / Quem é você? / Querer, querer! / Se flor você. / Sou o
beija-flor / Desta canção! / Sempre viva? / Flor de caju? / Flor de toda
estação? / Quem é você? / Quem é você? / Quem é você? / Quem é você? / Quem é
você?
Voz & Guitarr: Celso Lourenço.
Violão: Anibal Werneck.
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O NOSSO NOSSO (Anibal Werneck de Freitas) Talvez um dia quem sabe? / Algo saia do meu / E exploda forte / Dentro do seu. / E assim fazendo...






