quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

MINEIRO PAU



MINEIRO-PAU (Anibal Werneck de Freitas) Ô... Mineiro-Pau! / Mineiro-Pau! Mineiro-Pau! Mineiro-Pau! / Lá vão os homens batendo pau / Numa cadência original. / As sanfonas e os violões chorando, / Uma vida dura retratando. / Uma baiana alta e preta, / Bem junto dela uma queixada. / Uma mulinha e um boi de pano / A criançada vão assustando. / Ô... Mineiro-Pau! / Mineiro-Pau! Mineiro-Pau! Mineiro-Pau! / E na alegria eu vou pedindo / Pra este momento não ir sumindo / Quanta beleza naquela gente vibrando / E com vozes rudes assim cantando: / Ô... Mineiro-Pau! / Mineiro-Pau! Mineiro-Pau! Mineiro-Pau!

Gravação acústica de 1987
Vozes, Anibal Celso e Sinval
Violões, Anibal e Celso
Percussão, Sinval
Registro, livro 16, folha 192, nº 59.764
Data, 03/07/90 na Escola de Música da UFRJ
anibalwerneck@gmail.com

QUAND'EU MORRER


QUAND’EU MORRER (Francisco Felipe de Freitas) Quand’eu morrer terá minha sepultura / Uma das pipas das mais altas sem mistura / Um encanamento que me venha até à boca / Em pouco tempo deixarei a pipa oca. / Os taberneiros já não querem me vender / E desde às sete eu não posso mais beber. / Eu sou um cabra e não perco a minha linha / Sempre no bolso trago a minha garrafinha.

Meu avô, Francisco Felipe de Freitas gostava muito de cantar e tocar violão,não cheguei a conhecê-lo, a música QUAND'EU MORRER, de sua autoria, foi resgatada pela minha prima, Odete (in memoriam), sendo assim, resolvi homenageá-lo aqui.

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LUÍZA



LUIZA (Anibal Werneck de Freitas) O sexo paira sobre nossa cama / Com o amor da mulher que se ama. / Lá fora o silêncio de minha cidade / Parece enganar-me de felicidade. / Nada como uma noite clara de céu ‘blue’. / Com uma estrela brilhando para o ‘soul’. / Da janela ao telhado descubro a lua nua / Como nunca se espalhando pela rua. / Em meio a tudo isso algo me soma / E então, eu me pego na Antiga Roma. / Nada como uma noite clara de céu ‘blue’. / Com uma estrela brilhando para o ‘soul’. / Loucura e sonho, experiências a rever. / Meus filhos, mulher e eu no reviver. / Absorto no momento, nomes me traz a brisa, / Saudade de quem parte e de quem fica, Luiza. / Nada como uma noite clara de céu ‘blue’. / Com uma estrela brilhando para o ‘soul’.

Música composta em homenagem póstuma à minha avó
LUÍZA FERRAZ WERNECK.
Música registrada sob o nº 16.083, fls 23, livro 23,
na ESCOLA DE MÚSICA da UFRJ,
em 19 de Novembro de 1993.

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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O NOSSO NOSSO


O NOSSO NOSSO (Anibal Werneck de Freitas) Talvez um dia quem sabe? / Algo saia do meu / E exploda forte / Dentro do seu. / E assim fazendo com quê / O meu e o seu / Se transformem numa vida / Sem partilha. / E quando isto acontecer / O meu meu deixará de ser meu. / E quando isto acontecer / O seu seu deixará de ser seu. / Resultando assim / O nosso nosso, nosso nosso, nosso!

Esta melodia nos lembra os bailes antigos, onde o romantismo predominava, os casais dançavam coladinhos, o traje era a rigor, as damas com seus vestidos suntuosos, a orquestra com o seu devido uniforme, dançarinos com o seu show na pista, tudo era como num conto de fadas, tudo isso, somente para os brancos, porque o negro, mesmo com o traje a rigor, era, vergonhosamente, barrado na entrada do salão, o pau quebrava, mas não adiantava nada, quantas vezes eu presenciei isso, não tenho a conta e, deste modo, o baile ia noite adentro.

Música registrada sob o nº 62.897, fls. 058, livro 18,
ESCOLA DE MÚSICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO,
20 de Novembro de 1990.

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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

TRÓIA






TRÓIA (Anibal Werneck & Celso Lourenço) Há mulheres que nos beijam e cerram os lábios / Há mulheres que se queixam e adormecem / Há mulheres que se despem reclamantes / Outras nos abraçam distantes. / Viver nessa paranóia / O amor é uma tramóia / É como presente grego / Chamado, Cavalo de Tróia. / Há mulheres que se entregam friamente / Há mulheres que nos amam, viajantes / Há mulheres apáticas, cansadas / Outras nos querem camufladas. / Viver nessa paranóia / O amor é uma tramóia / É como presente grego / Chamado, Cavalo de Tróia.


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domingo, 2 de janeiro de 2011

O CATIVO



O CATIVO (Dona Mariquinhas Guimarães, 1878) Mulher, mãe e filhos, forçado, deixei. / E a pobre família, não mais avistei. / São livres os brancos, não sofrem rigor; / Mas eu por ser negro, tenho um senhor. / Em simples palhoça eu livre nasci, / Mas preso e vendido, cativo vivi. / O ouro que ganho não me faz ser rico; / Por mais que eu trabalhe eu não fico rico. / Aqui o cativo, cansado parou / E com mãos calosas o pranto enxugou.

Sempre gostei de resgatar músicas do passado, dando a elas uma roupagem nova, sempre valeu a pena, é como se o passado nunca existisse, pois bem, sendo assim, aqui está a gravação de O CATIVO que fiz em 1998, de autor desconhecido, cantada por D. Mariquinhas Guimarães, por volta de 1878, segundo o livro, NOSSOS AVÓS CONTAVAM E CANTAVAM, Ensaios folclóricos e tradições brasileiras, de Angélica de Rezende, um livro que pouca gente conhece, com 206 páginas, ilustrado e, todas as músicas cantadas e tocadas nas fazendas da Zona da Mata mineira até a região aurífera do estado, desde o século XVIII, estão com as suas devidas partituras.

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AVISO



Todas as minhas músicas deste blog são registradas, todas têm sua devida partitura, além da gravação feita pelo próprio autor em MD, é uma forma de proteger a minha obra. Meu blog está apenas começando, mas estamos fazendo tudo para melhorá-lo.
Grato pela atenção, aguardo comentários, eles nos fazem crescer.

Anibal Werneck de Freitas.

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ENTREVISTANDO MILTON NASCIMENTO