quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

ACATO



ACATO (Anibal Werneck de Freitas) Rasgo os meus pés / No duro da terra. / Curo o vazio perdido / Lá na taberna. / Parto as minhas mãos / No frio da Lua. / Saro o amor escondido / No meio da rua. / Afogo a minha cabeça / No peso do mar. / Salvo o sexo vadio / No acato do lar. / Afogo a minha cabeça / No peso do mar. / Salvo o sexo vadio / No acato do lar. 

Voz e Violão, Anibal.
Violão, Celso Lourenço. 
Registro nº 48.901, Livro 15, UFRJ, em 20/02/1989. 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

DA VOZ À FOZ



DA VOZ À FOZ (Anibal Werneck de Freitas) Meu canto não ficará / Perdido em pleno deserto, / Preciso e simples será/ Amigo, esteja bem certo! / Por mais que você tente / Calar a minha voz, / Como um rio correrei, / Forte da nascente à foz. / Este é o meu cantar, / Este é o meu tocar. / Como um rio a transbordar / Sua força para o mar! 

Voz e Violão, Anibal W. de Freitas
Percussão no teclado Anibal Machado W. de Freitas

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

LATINOS GERAES



LATINOS GERAES (Anibal Werneck - Celso Lourenço) Se canto o que me contestam / E nessa luta vou sem medo de errar. / No entanto não há vitória / Se essa canção não souber nos mostrar. / Eu tenho a voz e é no canto / Que só o encanto é que se há de espalhar. / Se exprimir lá onde a terra fecunda / A Latinidad de Hermanos Iguais. / Sei que a canção não é o limite / E que nem todas têm direitos iguais. / Porém se calo não ouço o canto, / Volverá o espanto, agonia volverá. / Eu tenho a voz e é no canto, / Que só o encanto é que se há de espalhar. / De exprimir lá onde a terra fecunda / A Latinidad de Hermanos Iguais. / Somos de Minas, Latinos Geraes! / Somos La Fuerza de Libertad, nada mais!


Violão & Voz: Anibal Werneck.
Guitarra: Celso Lourenço.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

PEDRAS QUE FLUTUAM - V



PEDRAS QUE FLUTUAM – V (Anibal Werneck & A de Antônio) Vi uma pedra flutuando à esquerda do seu coração. / Senti uma pedra fugindo à direita de sua razão. / E eu bem que corria para pegá-la com um não. / Mais longe ela ia e mais rápida me fugia, mais difícil a perseguição. / E como triste/alegre fiquei ao vê-la flutuar. / Entre o meu espanto e um outro sorriso ao canto. / O seu sorriso = o do outro par paralelo sem encontrar. / E como fiquei contente ao ver uma a uma pedra flutuar, / Uma a uma pedra flutuar. / Flutu... flutu...ar! / Flutu... flutu...ar! / Flutu... flutu...ar! / Flutu... flutu...ar!

Voz e Violão, Anibal Werneck de Freitas
Guitarra Solo, Anibal Machado Werneck de Freitas. 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

VIAGENS DA LUZ



VIAGENS DA LUZ (Anibal Werneck & Celso Lourenço) Histórias que ouvi de passagem / Caiçaras, sentinelas do lugar / Num povoado humilde e só / Vestígios, neblinas e pó. / Uma canção mensageira / Me convidou a rever / Imagens a me revelar / De outro lugar. / Vi homens cálidos, vi seus ancestrais / Vi seus segredos e seus portais / Vi suas igrejas e o cemitério / Ouvi o silêncio em seu mistério. /     Uma canção mensageira / Me convidou a rever / Imagens a me revelar / De outro lugar. / Vi seus luares e seus grotões / Vi lavadeiras nos ribeirões / Alumiando os ventres grávidos / Com lamparinas e lampiões. / Uma canção mensageira / Me convidou a rever / Imagens a me revelar / De outro lugar. / Ali cresci com visões vitais / Na dimensão que me conduz / Ali absorvi vivências atemporais / Viagens na velocidade da luz. / Uma canção mensageira / Me convidou a rever / Imagens a me revelar / De outro lugar.

Existem sonhos que nos levam a dimensões passadas, lugares dos nossos antepassados que ficaram impregnados nos seus descendentes e, quando não estamos na vigíla, eles retornam fortes e dominadores. Como numa velocidade da luz, vão e voltam sem nenhum controle.

Voz e Violão, Anibal. 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

LUARAMADA



LUARAMADA (Anibal Werneck de Freitas) O luar sem a minha amada, / No céu desponta a alvorada / Brincando no azul, estrelas / Lembrando a minha fada. / O clarão busca o arrebol / Que vem antes do sol / E a força bruta da manhã / Exala um cheiro forte de maçã. / E eu, fiel trovador, / Com meu violão / Traço líricas notas / Nas cordas do coração. / Como sangue a brotar, / Triste sai meu cantar / E junto com a claridade / canto a voz da saudade.

Sempre tive a vontade de compor uma valsa, daquelas dos tempos de outrora, e acho que consegui algo parecido com LUARAMADA, deste modo, aí está o resultado. É uma pena que hoje a seresta anda praticamente esquecida, será que não existe mais romantismo, eu, particularmente, tenho uma opinião contrária, o romantismo existe, o problema é que a cada dia que passa, o tempo fica mais curto, a tecnologia com suas máquinas maravilhosas nos absorve dia e noite, é isso aí.

Voz e Teclado, Anibal. 

sábado, 5 de fevereiro de 2011

VELHO LUA



VELHO LUA (Anibal Werneck de Freitas)  Da caatinga de lua no céu, / Seu som bateu forte assim. / Toca, toca, toca Luiz: / “Asa Branca” e “Assum Preto” pra mim. / Do Nordeste, vaqueiro de couro / Seu som bateu grande assim. / Canta, canta, canta Luiz / Com sanfona, zabumba e triângulo pra mim. / Velho Lua, mágico sanfoneiro, / Seu rosto redondo e feliz / Enche de luz o meu terreiro. / Velho Lua, Rei do Baião, / Você estará sempre / Cantando e tocando no meu chão. / De Exu, Pernambuco e Juazeiro / Seu som saiu denso enfim. / Veio parar em Minas-Recreio / Despertando a Musa em mim. / Velho Lua, mágico sanfoneiro, / Seu rosto redondo e feliz / Enche de luz o meu terreiro. / Velho Lua, Rei do Baião, / Você estará sempre / Cantando e tocando no meu chão.

Homenagem póstuma ao Rei do Baião Luiz Gonzaga
Voz & Violão: Celso Lourenço.
Guitarra Solo: Anibal Werneck.